Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 12/01/2021

Com o surgimento do Movimento Antivacinação no fim da década de 90, a eficácia e os benefícios das vacinas começaram a ser contestados baseado sem falsos boatos, sustentados por fake news. Logo, foi dessa forma que o Brasil sofreu um surto de sarampo, segundo o Ministério da Saúde, durante o enfrentamento da pandemia de COVID-19, vacina obrigatória no país durante os primeiros anos de vida. Desta forma, surge a problemática sanitária da banalização da imunização coletiva, colocando em risco a saúde de toda uma população.

Em primeira análise, no ano de 2020 a OMS (Organização Mundial da Saúde) comemorou 40 anos da erradicação da varíola. Segundo a organização, o fato só foi possível por causa de uma campanha de vacinação em massa que durou uma década, aderida por quase todos os países. Os esforços da OMS resultaram na erradicação de uma doença milenar, e contaram tanto com a participação e colaboração da população quanto da ciência. Assim sendo, percebe-se que é necessário a participação ativa e completa da população em campanhas de vacinação para salvar milhões de vidas.

De maneira análoga, foi a vacinação de emergência em massa de varíola em 1950 que salvou a Escócia. Apenas um imigrante infectado gerou temor por todo o país, incentivando uma campanha de imunização através de vacinas na população escocesa, envolvendo centenas de milhares de pessoas. Sob tal ótica, compreende-se novamente a importância da obrigatoriedade da vacinação, pois apenas um infectado pode desencadear uma pandemia e pôr em risco inúmeras vidas.

Portanto, conclui-se que sim, a vacinação deve ser obrigatória pois sua eficácia, provada nos eventos citados anteriormente, pode salvar populações inteiras. Entretanto, melhorias ainda podem ser feitas no Brasil. Posto isso, o Ministério da Saúde deve instituir, através de uma campanha sanitária,  um calendário de vacinação obrigatório para a população adulta, a fim de que o povo brasileiro não sofra novamente com pequenos surtos de doenças facilmente tratadas. Se assim for realizada esta medida, talvez a população não precisa repetir os eventos da década de cinquenta na Escócia.