Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 15/01/2021

No ano de 1904, o Rio de Janeiro assistiu, durante 8 dias, um embate entre a população carioca mais pobre e médicos e cientistas da cidade. Essa revolta ocorreu pela vacinação forçada e sem nenhuma informação que o governo estava impondo na população, que se assutou e reagiu de forma violenta. Esse conflito, porém, teria sido evitado se cientistas e governantes tivessem se esforçado para explicar sobre os benefícios do imunizante e tranquilizasse a população. Mais de um século depois, porém, os movimentos antivacina têm crescido ao redor do mundo, colocando em risco a volta de doenças que foram erradicadas pelo uso massivo de imunizantes ao decorrer de anos.

No ano de 2020, por exemplo, durante a pandemia causada pelo CoronaVírus, o Brasil assistiu pequenos grupos de classes médias e altas indo as ruas, pedindo pelo fim da obrigatoriedade de vacinas usadas a anos e para que a posterior vacina, para combate da Covid-19, não seja nem obrigatória e nem prioridade no governo. A problemática, infelizmente, aumentou, já que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, contrariou médicos, biólogos e infeccionistas, apoiou esses pequenos movimentos e atrasou de forma considerável a compra de vacinas para o Brasil e poupou recursos para o desenvolvimento de um imunizante brasileiro.

Então, com a negação à aplicação de vacinas, doenças como o sarampo e a febre amarela, voltaram a aparecer no Brasil, assustando quem obtava pela opção legal e segura: a vacinação. Já que muitas crianças ficaram, por opção dos pais e responsáveis, sem vacina, o imunizante não cumpre seu total efeito e os vírus em questão podem infectar pessoas que receberam, na vacinação, o placebo, uma substância sem efeito.

Tendo em vista tantos problemas causados pela não-imunização, é necessário que o Ministério da Sáudeaumente as campanhas de vacinação por todo o país e fiscalize carteiras de vacina de crianças e adolescentes quando os mesmos entrarem em instituições de ensino. Dessa forma, busca-se, sim, a vacinação seja obrigatória e realmente aconteça de forma eficaz e segura no Brasil.