Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 13/01/2021
Os vírus são moléculas microscópicas de DNA ou RNA, que adquiriram a capacidade de sequestrar células de qualquer ser vivo e causar as mais diversas doenças. Nesse sentido, a profilaxia mais indicada e segura para se proteger desses patógenos e suas implicações é a vacinação, que deve ser aderida obrigatoriamente por todos os integrantes da sociedade, objetivando a imunização completa da população. Porém, grupos contrários a esta medida, como o movimento antivacina, vêm crescendo ultimamente, repercutindo desinformações e colocando em xeque a necessidade dos imunizantes.
Em primeiro lugar, é importante salientar que a legislação brasileira, desde 1975, consta como obrigatória a vacinação. No que tange o aspecto social, tal lei proíbe a retirada de passaportes, matrícula de crianças em escolas, entre outras medidas, caso a caderneta de vacinação não esteja em dia. Assim, partindo do pressuposto de que a liberdade de um indivíduo acaba quando este restringe a dos demais, torna-se nítida a indispensabilidade desta prática coercitiva, no momento em que direta ou indiretamente, o seu uso garante a segurança de todos os cidadãos.
Além do mais, o principal embate contra a obrigatoriedade da profilaxia provém da desinformação advinda do movimento antivacina. De acordo com os seus integrantes, inocular vacinas em pessoas pode causar inúmeros malefícios, como o surgimento de novas doenças ou até mesmo alterações genéticas. Contudo, todas essas alegações são desmentidas cientificamente, pois para ter o seu uso aprovado em uma população, o imunizante tem que passar por rigorosos testes de segurança e eficácia, com o intuito de sanar doenças provocando o mínimo de efeitos colaterais possíveis.
Portanto, após evidenciar a relevância da vacinação, é de suma importância o combate à desinformação para que a prática não gere medos ou desconfianças. Com isso, cabe ao ministério da saúde, por meio de campanhas publicitárias, explicar o que é um vírus à população e expor os benefícios da vacinação, dessa forma tendo o conhecimento prévio sobre as moléculas de DNA ou RNA e sua única forma de prevenção, a sociedade não será mais partidária de informações errôneas sobre o assunto, assim dissolvendo lentamente os movimentos antivacinas e os questionamentos sobre a obrigatoriedade da vacinação.