Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
A Carta Magna de 1988 - documento de maior soberania no território nacional - declara a saúde como um direito fundamental de todo cidadão, da mesma forma que vacinar é um dever previsto tanto no Estatudo da Criança e do Adolescente, quanto na Lei nº 6.259/79. Entretanto, a maior problemática encontrada atualmente, tem como cerne esse caráter obrigatório, o qual, mesmo sendo respaldada por leis, não são asseguradas por parte da população, por conta da falta de conhecimento aliada a um falso alarmismo. Isso evidencia a necessidade de reafirmar a importância e o motivo de sua obrigatoriedade.
Em primeiro plano, é inegável salientar a importância da Revolta da Vacina para a consolidação e conscientização ativa do ato de se vacinar. Essa revolta foi movida por conta da obrigatoriedade de toda a população ser inoculada com um líquido de pústulas de vacas doentes. Isso posto, gerou medo em todos os membros da sociedade, já que campanhas de vacinação eram inexistentes e a falta de conhecimento, aliada a um alarmismo, prevalecia nesse corpo social.
No entanto, no Brasil atual, permeado por anúncios nas diversas mídias sociais, bem como em outdoors, as campanhas de vacinação são amplamente divulgadas e a informação está mais acessível. Porém, as fake news distorcem todo o conhecimento científico divulgado, por amendrontar e alarmar a população com notícias sensacionalistas sobre o processo de criação das vacinas e suas possíveis consquências - como exemplo, que causam autismo - fazendo com que sejam criados, até mesmo, movimentos antivacinação.
Dessa forma, se faz necessário criar medidas para confortar toda a comunidade sobre a vacinação. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os canais abertos da TV brasileira, elaborarem programas, em horário nobre, com o intuito de desmistificarem todas as fakes news sobre as vacinas, expondo os fatos e argumentos científicos que comprovem a sua eficiência, dando local de fala para a participação de pesquisadores e médicos. Assim, a comunicação e educação motivarão o empenho de todos para a melhora da nação, bem como a falta de conhecimento e o alarmismo ficarão no passado.