Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
Por meio do SUS, Sistema Único de Saúde, é oferecido à população brasileira o acesso gratuito ao atendimento médico. Dessa maneira, é também oferecido para os brasileiros, vacinas contra as mais diversas doenças. No entanto, elas não costumam ser obrigatórias, e cabe ao cidadão fazer a sua escolha. Sendo assim, não é necessário obrigar a população a ser vacinada, mas oferecer a ela toda as informações importantes, para que haja conscientização e não autoritárismo.
Em primeiro plano, vale salientar a importância da informação na construção de uma sociedade emancipada. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, “Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, a educação, que informa, é extramente eficaz para o desenvolvimento de uma sociedade capaz de fazer escolhas benéficas para si e para todos. Logo, o conhecimento é libertador e, por meio dele, a sociedade evolui.
Ademais, é válido recorrer ao passado para relembrar que a imposição assusta a população e gera revolta. Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a revolta da vacina, na qual a população, desinformada, se revoltou com a imunização obrigatória contra a varíola. Nesse contexto, houve autoridade demais e pouca informação, levando os brasileiros a negarem algo benéfico a eles, as suas familias e a toda a população. Então, para que esse epsódio não se repita, é improrrogável que algumas atitudes sejam tomadas.
Portanto, a sociedade deve ser livre para determinadas escolhas, mas é necessário que ela receba as informações necessárias para escolher bem. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Sáude, reponsável pelas campanhas de vacinação, informar a população, por meio de comercias contendo estatísticas de campanhas antigas e comuns, além de explicar a maneira como as vacinas funcionam, afim de informar e concientizar os brasileiros. Logo, a população contendo todas as informações necessárias, será vacinada sem que seja necessário o uso do autoritárismo.