Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
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Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, houve um avanço científico e tecnológico na medicina global, e, com isso, por meio de novas descobertas farmacológica, bem como as vacinas, foi possível estender a expectativa de vida da população. No entanto, devido a disseminação de notícias falsas, e, sobretudo, a falta de conhecimento da população sobre o assunto, o plano de vacinação não consegue ser realizado, de fato. Dessa maneira, em razão das manifestações populares dos grupos antivacinas, perpetua-se a problemática do uso obrigatório dessa substância.
Em um primeiro momento, é possível perceber a influência das chamadas “fake news” ao parafrasear o pensamento do ex-ministro e porta-voz de Hitler, Jeseph Goebbels : Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade. Sob tal ótica, a camada social carente de senso crítico não contesta as informações que consome, e, ainda, a reproduz aos demais indivíduos, de modo que a ausência da imunização desse grupo afeta a sociedade como um todo. Posto isso, é uma constante que a vacinação obrigatória, não forçada, necessita ser uma realidade em território nacional.
Por outro lado, vale ressaltar a omissão do poder público a partir da invisibilidade dada as campanhas de vacinação no país. É indubitável que a falta de propagação acerca dos benefícios e, principalmente, dos efeitos adversos da substância biológica no corpo humano — de forma clara e objetiva — resulta na perda de apoio da população. Por conseguinte, há de se compreender que o público alvo, guiado pela ignorância, assume uma posição de defesa ao rejeitar o “desconhecido”, logo, destaca-se a importância de um planando vacinação indispensável que dialogue com o público.
Fica evidente, portanto, que o uso exigido de tal preparação biológica deve ser iniciado para garantir o bem estar social. Nesse contexto, é dever do Estado, aliado ao Ministério da Saúde elaborar propagandas didáticas sobre a constituição da vacina a fim de promover a compreensão de todos a respeito do assunto. Isso pode ser feito por meio da utilização dos canais midiáticos, como televisão, rádios ou jornais, de forma que conte com uma linguagem clara e objetiva, além de atentar-se a sanar quaisquer dúvidas dos receptores. Por fim, será possível consolidar a convicção do filósofo Habermas de que incluir não é só trazer para perto, mas também ensinar e crescer junto.