Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 12/01/2021

Segundo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo humano, sendo necessário o funcionamento de diversos fatores para que haja perfeita harmonia. Neste sentido, sabe-se que o uso de vacinas é uma forma de estabelecer um equilíbrio na coletividade, pois essa medida faz com que várias doenças tenham seus índices diminuídos. No entanto, é observável que, hodiernamente, os casos de enfermidades erradicas vêm aumentando de maneira concomitante ao crescimento de movimentos antivacinas, o que torna um grande problema na saúde pública brasileira. Dessa forma, entende-se que isso ocorre devido à falta de informação e à disseminação de notícias falsas sendo, pois, de suma importância a análise e solução dessas problemáticas.

A princípio, vale destacar que a ausência de comunicação entre o Estado e a comunidade, faz com que as ações destinadas à ela sejam vistas como algo de rejeição. Desse modo, é possível retratar o fato acontecido em 1904, no Rio de Janeiro, o qual profissionais da saúde em união com forças militares obrigaram o povo a se vacinar. Neste cenário, vários indivíduos se opuseram à essa iniciativa, passando a questionar o arbítrio governamental e a sua liberdade de escolha. Perante este exposto, percebe-se que foi falha a política sanitária no Brasil, uma vez que o Governo não se preocupou em informar a população da vacinação, causando toda essa revolta.

Ademais, é indubitável ressaltar as “Fake news” como contribuinte no processo de negação ao uso das vacinas. Nesta perspectiva, o Ministro do departamento de propaganda Nazista, Joseph Goebbles, defende que uma mentira que se dissemina muito rápido e para muitas pessoas, transforma-se em uma verdade. Dessa maneira, quando uma publicação é feita com repúdio à vacinação e com argumentos falsos de que essa medida sanitária causa algum mal, muitas pessoas aderem a essa opinião e fazem dela uma certeza. Diante disso, torna-se evidente que, além da campanha, é necessário uma logística para minimizar os impactos das notícias falsas e fazer que essa ação seja, realmente, efetiva.

Portanto, é preciso elaborar medidas que garantem harmonia à sociedade. Logo, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, devem juntos, criar a Secretaria da vacina, a qual será responsável por organizar reuniões periódicas com os pais e alunos para monitorar o cartão de vacinas de ambos e preparar palestras para informá-los da necessidade do uso dessa medida, minimizando os impactos causados pela disseminação de notícias falsas, com a finalidade de que a comunicação entre o Estado e coletividade acabe com esses infortúnios e a obrigação da vacinação seja, com o tempo, um ato de iniciativa da comunidade e não uma ação forçada. Posto isto, o corpo social tornar-se-á saudável, tal qual um corpo humano em perfeito funcionamento.