Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 13/01/2021
Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold, a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois o cuidado com a saúde no que se refere à vacinação carece de modificações, uma vez que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre não só pela negligência governamental, como também pelo despreparo social nesse âmbito. Dessa forma, é de extrema importância a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento do país.
Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal para combater o movimento antivacinas. De acordo com a filosofia aristotélica, o Estado é considerado bom quando governado para o bem comum, entretanto, isso não acontece no Brasil. Tal fato advém ora pela escassez em informações e campanhas sobre vacinação em áreas mais isoladas do território brasileiro, ora pela carência no investimento de infraestrutura hospital e profissionais do setor da saúde, fatores estes que colocados em prática possibilitariam maior desenvolvimento sociossanitário, mas, devido à falta de disposição governamental, isso não é efetivado.
Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com a obrigatoriedade da vacinação, visto que o acesso ao ensino de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, o problema evidencia-se não só pelo restrito conhecimento da população sobre a imunização obrigatória, bem como o receio em acreditar na veracidade sobre as vacinas. Sendo assim, uma mudança nos ensinamentos da sociedade será imprescindível para resolver o impasse.
Portanto, inferem-se novas maneiras para solucionar a descrença nas vacinas. Logo, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de capital governamental, deve promover não unicamente campanhas para educação, capacitação e aprendizagem dos indivíduos, acerca de uma forma sensata para combater o movimento antivacina, como também programas sociais em centro comunitário com a cooperação de profissionais da área da saúde e representante do governo, em prol de melhorias no apoio estatal, a fim de englobar todos a causa e atenuar o problema. Somente assim, se poderá alcançar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.