Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 13/01/2021

Em 1998, o médico Andrew Wakefield publicou um artigo cientifíco na revista Lancet, no qual associava a vacina tríplice viral, que previne contra a caxumba, o sarampo e a rubéola, ao autismo. Assim, a notícia se espalhou assustando pais e dando início ao movimento antivacina. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos e esclarecimentos sobre cuidados com a saúde, ainda é possível vizualizar o legado presente no questionamento se a vacinação deve ser obrigatória, tendo em vista não só à falta de informações confiáveis, mas também à desconfiança ao Estado.

Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica a causa do problema: se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre as vacinas e suas reais chances de efeitos colaterais, a sua visão será limitada. Logo, pessoas com baixa escolaridade, que não possuem acesso a estudos profundos são manipuladas por canais e pessoas com influência que compartilham fake news por interesses monetários.

Outrossim, ainda existem sequelas do passado referente a agressividade que o Estado impôs aos cidadãos de serem obrigados à vacinar. Todavia, essa foi a unica maneira de, na época, previnir a expansão das doenças contagiosas, porém atualmente a obrigatoriedade não deve ser implementada, tendo em vista o Art.5 da Constituição Federal que assegura à segurança, à vida e à liberdade de escolha todos os indivíduos.

Portanto, torna-se necessário um diálogo entre o Estado e o Sistema Único de Saúde, para promover campanhas através de canais midiáticos que incentivem a vacinação com todas os dados possíveis, a fim de criar uma comunicação segura e de confiança. Dessa forma, somente  investigando informações divulgadas é possível transformar a sociedade, deixando-a menos alienada pelos movimentos antivacinas e evitando epidemias de diversas doenças que podem ser previnidas.

Dessa forma, ocorre como no caso citado com a revista Lancet, uma canal de respeito e confiável mundialmente que foi usada para divulgar um estudo falso, que infelizmente, ainda ocorre hoje