Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 16/01/2021
Tuberculose. Sarampo. Poliomielite. Essas são três das dezessete doenças combatidas por meio da vacinação no Brasil. No contexto atual, e mesmo com avanço científico, várias dessas doenças ressurgem no país. Com isso, surge o debate da obrigatoriedade da vacinação no Brasil, uma problemática que persiste devido sponsabilidade social bem como a carência de posicionamentos científicos Deve-se pontuar, de início, que imprudência grupal configura-se como um grave obstáculo para a permanência da vacinação segura no país, já que há caráter obrigatório pela constituição. Tal questão retratada no livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago, o qual descreve a situação de uma cidade após uma infecção provocar cegueira nas pessoas. Com excelência, o autor narra os personagens de forma genérica atribuindo-lhes nomes a seus papéis sociais, e evidenciado seu objetivo de demonstrar que, nesses casos, a responsabilidade não é atribuída ao indivíduo, mas sim ao coletivo. Analogicamente, percebe-se no Brasil as graves consequências do descuido social, fruto da ignorância comum que despreza uma das maiores conquistas do século vxiii: a vacina logo contribuições coletivas são importantes para que o Brasil não regrida suas prevenções.
Vale ressaltar, também, que a falta de representatividade científica e comunicação assertiva influi diretamente no processo de vacinação do Brasil. Um exemplo disso ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em 1904, um movimento de caráter popular conhecido como revolta da vacina que era contra as medidas de repressão arbitrária da vacinação anti-varíola. Com recorte atua, essa situação se torna ainda mais preocupante, visto que as campanhas de vacinação, tal como ocorreu no Rio de Janeiro, não contemplam a função comunicativa adequada, e que apesar de não usar a repressão como instrumento, deixa margens para que prevaleçam notícias falsas e os movimentos antivacinas. Assim, é preciso que os portas-vozes a comunidade científica assumam o papel de desmistificar essas falácias que apresentam-se como um crime contra a saúde pública.
Portanto, para que se possa discutir e decidir sobre a obrigatoriedade vacinal, o Ministério da Saúde, como órgão responsável pela promoção e prevenção à saúde, deve atuar a favor da população através de conferências municipais, para que se possa unir as dúvidas da comunidade ao conhecimento dos profissionais capacitados, a fim de desconstruir fatos reais e de grande Impacto social. Enfim, a partir das ações será possível dissolver a cegueira e assim contribuir para um Brasil seguro.