Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 14/01/2021

“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”. Observa-se na frase de Stephen Hawking, físico teórico britânico, que as falhas persistentes no que tange à perspectiva da vacinação ser obrigatória são recorrentes pela falta de diálogo no corpo social moderno. Em vista disso, percebe-se que a conjuntura é motivada pelo descaso governamental e, também pela negligência empresarial, impasses esses constantes no aspecto coetâneo da Federação.

Primordialmente, é imprescindível analisar que a persistência da problemática deve-se, principalmente, à omissão do Estado, uma vez que esse não executa o direito fundamental à saúde estabelecido na Constituição Federal, decretada em 1988. À vista disso, o Ministério a que se compete a pauta, pela falta de políticas públicas eficazes, como a promoção de campanhas informacionais sobre os benefícios e efeitos colaterais das aplicações de vacinas, para solucionar o imbróglio, fere a legislação. Devido ao fato da população não conhecer os efeitos das vacinas, esta fica insegura para participar das campanhas de vacinação. Desse modo, essas práticas não corroboram com os preceitos e princípios de justiça positivados.

Destarte, é fundamental salientar que a lógica empresarial é propulsora do problema. Conforme Zygmunt Bauman, grande sociólogo e filósofo polaco, a inexistência de vigor nas relações econômicas, políticas e sociais é a peculiaridade da “modernidade líquida” vivenciada na contemporaneidade. Diante desse contexto, o imbróglio é motivado pela negligência empresarial, visto que, apesar de donos de estabelecimentos comerciais e tecnológicos conhecerem a realidade de muitas pessoas que não detém do conhecimento escolar, estas não entendendo os benefícios de uma vacina, devido a falta de informações nas mídias e telejornais, mesmo assim, estes empresários não investem nas mídias necessárias para repassar tal conhecimento. Sobretudo, esse problema ocorre em virtude do individualismo inerente do século XXI, próprio das relações capitalistas retratadas pelo filósofo.

Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alternativas para amenizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde, juntamente com o Governo Federal, devem inserir, nas cidades de todo o Brasil, campanhas informacionais, as escolas e as mídias sendo os meios para transmitir informações sobre os planos de vacinação. Sobretudo, deve-se contratar pessoas destinadas a conversar e convidar os indivíduos que compõem a população menos abastada, para participar dessas campanhas, essa alternativa, especialmente, será feita a partir de verbas da União, provenientes do fundo rotativo orçamentário, com o intuito de informar as pessoas e tornar a vacinação aceitável.