Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 15/01/2021

Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de cidadãos incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vacinação brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Nesse contexto, esse panorama desvantajoso é fruto tanto do movimento antivacinação, quanto da negligência de desenvolver medicamentos efetivos para população carente. Diante disso, torna-se necessário a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o aumento da mortalidade causada por doenças infecciosas se deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Além disso, segundo o pensador empirista John Locke,`` o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população´´, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, a falta de atuação das autoridades na questão do movimento antivacina, influência muitos pais a não levar seus filhos para postos de saúde, e que deixam brechas para disseminação de doenças perigosas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a baixa distribuição de medicamentos aos pobres como promotor do problema. Certamente, de acordo com a banda Racionais Mcs,`` a população necessitada é negligenciada pelos poderes públicos, até mesmo no século XXl´´. Em relação a esse pressuposto, no Brasil, isso ocorre devido ao histórico de desprezo por esse grupo social, o que revela uma comunidade ainda preconceituosa com certas classes, o que dificulta a distribuição dessas vacinas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a mortalidade causada pela negligência do Estado, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em propagandas jornalísticas e televisivas com a visão de refutar esse pensamento antivacinação, e melhorar a rede de distribuição para os cidadãos das periferias, por meio do Ministério de Comunicações e Ministério da Saúde, para que se aumente a cobertura de proteção e a efetividade da substância. Logo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos da falta de imunização positiva, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.