Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 16/01/2021

Na série de TV norte-americana The Stand, um novo vírus letal acaba se alastrando por todo o mundo. Consequentemente, mais de 7 bilhões de pessoas morrem infectadas pela doença. De forma análoga, no Brasil ainda ocorrem diversos casos de doenças que já deveriam estar erradicadas, como a Poliomielite e a Tuberculose, mas, por conta de movimentos contra a vacinação obrigatória, houveram aumentos para o risco de contágio coletivo, traz à tona antigos vírus já controlados pela vacinação. Nesse viés, já foram constatadas mais de 1,5 milhões de mortes por Tuberculose em 2018 (ano de início do movimento de antivacinação).

Devido o ressurgimento dessa doença, a vacinação, principalmente entre a faixa etária mais jovem, é um recurso de extrema importância para reduzir o contágio para grupos mais vulneráveis a doenças, além de reduzir o déficit de US$ 3,3 bilhões, estimado pela OMS, para prevenção da doença, custo esse que poderia ser utilizado para o combate a vírus recentes, como o COVID-19.

Em novembro de 1904 o governo do Rio de Janeiro adotou a vacinação obrigatória por conta da epidemia de varíola no estado, tal feito ocasionou numa revolta popular conhecida como Revolta da Vacina, na qual se acreditava que a injeção para o vírus se tratava de um veneno para a população. Embora se passasse mais de 100 anos desde a revolta mencionada, a desinformação ainda é um grande inimigo na contemporaneidade. Segundo levantamento do Instituto DataFolha, a taxa de pessoas que declararam anti vacinação subiu de 9% para quase 25%, consequentemente, doenças como a Poliomielite e o Sarampo, antes erradicadas, voltaram a acometer a vida dos brasileiros.   Portanto, é mister pensar em medidas de amenizar o problema da antivacinação no Brasil. Assim, o Governo Federal, junto a OMS, deve utilizar a TV aberta como veículo de informação sobre a importância da vacinação, a fim de combater novos vírus e evitar o contágio da população, não se abstendo a isso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve investir em ações, como a distribuição de alimentos, como retribuição aos grupos mais carentes que aderirem à vacinação. Com esses direcionamentos, a questão da obrigatoriedade da vacinação não seria mais uma mazela da sociedade brasileira.