Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 01/02/2021
A pedra no caminho da saúde e da vacinação
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio deste trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, infere-se que movimentos antivacina, configura-se como um obstáculo no caminho da garantia da saúde, desenvolvimento ciêntifico e na erradicação de doenças. Nesse contexto, é relevante analisar os fatores que contribuem para o problema em questão.
Em primeiro plano é preciso atentar para as “fake news” e a desinformação. Uma vez que, diante do atual cenário de disseminação de notícias falsas em meios digitais por parte de grupos antivacinas, muitos pais estão sendo enganados, ao acreditarem que as vacinas podem causar algum mal para seus filhos e estão parando-os de vacinar contribuindo assim para o aumento de doenças que ja deveriam estar extintas, a exemplo da poliomelite. Além disso, a desinformação acaba corroborando para o problema, ao passo que enquanto as “fake news” aumentam a busca por informações fidedignas e confiavéis diminuem. Dessa forma, o sociólogo Émile Durkheim define em sua obra que o fato social é a meneira coletiva de agir e de pensar. Ao seguir essa linha de raciocínio, observa-se que a ignornância e a alienação de parte da população ocasiona um problema grave para a saúde do país.
Além disso, no contexto da atual pandemia do novo Covid19 esses movimentos antivacinas se tornou uma pedra no caminho do desenvolvimento ciêntifico no mundo todo. Visto que, os ataques constantes as desenvoluções de vacinas, principamente a do coronavírus, vêm descredibilizando todo o progresso da ciência. Posto que, é notório que antigamente as vacinas ja foram responsaveis por reais danos colaterais ao ser humano, entretanto assim como o celular evoluiu até chegar nos modelos tecnológicos que se tem hoje, as vacinas também passaram por todo esse processo para garantir o maior nivél de segurança possivel a população. Nesse sentido, análogo às leis newtonianas de que toda ação gera uma reação, as consequências desses movimentos coloca em risco a erradicação do coronavirus.
Infere-se, portanto, que os problemas citados acima mostra-se como uma grande pedra a ser removida do caminho para a garantia da saúde. Para que isso ocorra, o Ministério Público deve criminalizar as “fakes news”. Além disso, é viavel que o Ministério da Saúde dissemine na íntegra informações e dados que comprovem a eficacias e segurança das vacinas. Para que assim a população escolha por vontade própria a vacinação e não haja necessidade de ferir o direito de escolha dos cidadãos, tornando-a obrigátoria.