Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 02/05/2021
Vacinação: opção ou obrigação comunitária?
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante a todos os cidadãos o direito à saúde, de acordo com seu 5º artigo. Entretanto, devido à proliferação de notícias falsas, diversos brasileiros adquiriram uma postura antivacina. Isso posto, somado à falta de uma educação sanitária, resultou no crescimento de crianças não vacinadas pelo país.
Em primeira análise, vale ressaltar a Revolta da Vacina, que ocorreu no Rio de Janeiro durante o século XX, contra vacinação da varíola. Análogo ao cenário descrito, mencionam-se os atuais movimentos antivacina, visto que em razão da ascensão das redes sociais houve, também, o aumento do compartilhamento de fake news a respeito da imunização, tal como a fala do presidente Jair Bolsonaro acerca da vacina contra Covid-19, difamando que o imunizante poderia transforma as pessoas em jacarés. Dessa forma, indivíduos leigos adquirem receio a esse método de proteção e optam por não utiliza-lo em si mesmo e também em seus filhos, colaborando com a proliferação de doenças.
Ademais, segundo o filósofo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Como reflexo desse conceito, evidenciam-se os impactos que a carência de uma educação sanitária ocasiona, visto que crianças e jovens não desenvolvem conhecimentos a respeito da importância da imunização coletiva e da problemática que atitudes antivacinas representam à saúde pública. Desse modo, os menores de idade, impossibilitados s pela desinformação, vêm-se sujeitos às vontades e crenças de seus responsáveis, resultando na volta de doenças erradicadas, tal como o sarampo.
É evidente, portanto, a necessidade de garantir o direito à saúde, como dita a Constituição atual. Dessa maneira, a responsabilidade de vacinar os filhos não deve ser assegurada pelos pais, considerando as fake news sobre o ato de vacinar, ampliadas devido à falta de um ensino sanitário.