Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 07/07/2021

A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante acesso à saúde para todos os cidadãos. Entretanto, há alguns problemas relacionados com a vacinação e sua obrigatoriedade. Sob essa ótica, a imunização é importante, mas os movimentos antivacinas são um fator preponderante para o desequilíbrio social.

A princípio, é fundamental ressaltar que a imunização é um processo biológico de prevenção, com a aplicação de antígenos atenuados que induzem a produção de anticorpos. Nesse aspecto, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, as vacinas obrigatórias são direcionadas às crianças e adolescentes, sendo crime a negligência dos pais. Percebe-se, nesse viés, que existe a necessidade de difundir a importância da prevenção, mesmo que a obrigatoriedade faça, muitas vezes, com que os pais levem os filhos, mas é preciso chegar em um momento que o ato será totalmente voluntário, pois o senso crítico e o conhecimento foram bem desenvolvidos.

Ademais, convém salientar o surgimento de movimentos contrários à vacinação, bem como as fake News divulgadas. De acordo com Jean Piaget, epistemólogo suíço, educar é criar mentes capazes de criticar e verificar tudo que a elas é imposto. Evidencia-se, nesse sentido que o setor educacional brasileiro tem negligenciado, muitas vezes, no ensino de qualidade, apenas com assuntos decorados e a antiga pedagogia. Tendo em vista a crescente de grupos que são contra a vacinação, além de compartilhar notícias falsas e induzir parte da população às mesmas práticas erradas. Por conseguinte, doenças antes erradicadas voltam a aparecer, como a poliomielite, varíola, sarampo, entre outras que seriam evitadas com a imunização precoce.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas, com o intuito de cumprir com a Constituição e resolver os impasses relacionadas à vacinação. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima do setor educacional, incluir disciplinas curriculares que desenvolvem o senso crítico dos alunos, com debates, diferentes pontos de vista, e ensiná-los sobre educação digital, desenvolvendo a habilidade de reconhecer notícias induzidas e falsas, dessa forma os grupos que querem defender ideologias sem fundamentos não terão grandes proporções. Por fim, faz-se necessário que o governo intensifique os projetos de vacinação, divulgando sua importância, assim como o já existente “Zé Gotinha”. Assim a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.