Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 15/07/2021

No prelúdio da contemporaneidade, a obrigatoriedade ou não da vacinação é uma questão de ordem social, científica e política a qual o Brasil foi convidado a debater. De um lado a “Fake News” responsável por retardar a imunização é contribuir para os movimentos antivacina. Do outro, a importância da ciência para desmistificar os mitos relacionados à vacinação, já que ela é imprescindível para a erradicação de doenças e, portanto, deve ser obrigatória.

Primeiramente, é relevante abordar que a Revolta da Vacina em 1904 foi caracterizada por ser o movimento onde as minorias sociais protestaram contra a vacinação obrigatória, já que devido à pouca informação pensaram que se fossem vacinadas contrariam diversas doenças. Entretanto, mesmo com o passar dos anos, a sociedade que hoje tem acesso a informação gratuita por meio da internet e veículos de informação, não verifica a veracidade de notícias e acabam propagando “Fake News”. Prova disso, é que, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos a meta de ter 95% da população vacinada não foi alcançada devido ao movimento da antivacina. Logo, é indiscutível a ação do Poder Público com o intuito de distribuir informação de qualidade, tutelando assim o direito à vida, em conformidade com a Constituição Federal.

Ademais, vale ressaltar que segundo o filósofo Sócrates: “A vida sem ciência é uma espécie de morte”. Em analogia, a frase leva a refletir sobre a importância de conduzir o conhecimento para o lado crítico, visto que Sócrates acreditava que a ciência era a única forma de obter a verdade e sem ela, nada existe. Consequentemente, compactuar com a vacinação é a forma cientificamente correta de acabar com a propagação de doenças que resultam em problemas econômicos, sociais e principalmente de saúde pública. Em validação, de acordo com a OMS a imunização elimina ou reduz drasticamente o risco de adoecimento, manifestações graves e evita por ano de dois a três milhões de mortes. Desse modo, é notório que as consequências de tal ato só trariam benefícios para a sociedade brasileira.

Em virtude dos fatos mencionados, fica clara a necessidade de políticas públicas educacionais e científicas para tornar a vacina obrigatória. Portanto, o Ministério da Saúde deve distribuir imunizantes o suficiente para os estados, a fim de alcançar todos os municípios brasileiros. Além disso, o Governo Federal deve desenvolver um projeto com o objetivo de informar as pessoas sobre a vacinação. Esta ação poderia ser executada através da destinação de verbas para promover nas redes sociais, como o “Instagram”, “Twitter” e “Facebook”, propagandas informativas e conscientizadoras, que divulguem o processo de criação e os benefícios que o imunizante traz para o indivíduo e sociedade. Dessa forma, o processo de imunização será mais leve.