Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 22/08/2021
A descoberta da penicilina trouxe com ela a possibilidade de fabricar diversos tipos de vacinas, melhorando, dessa forma, a qualidade de vida da população mundial. Nesse viés, o debate sobre a vacinação ser obrigatória ou não requer especial atenção. Nesse bojo, cabe discutir sobre a transmissão das doenças no que afeta todo um contexto populacional, bem como as medidas necessárias para a garantia do direito à saúde.
Primeiramente, as doenças são transmissíveis, tornando, dessa forma, uma problemática que sai do âmbito particular e problematiza a coletividade. Exemplificando essa situação, tem-se a pandemia da COVID-19, vírus extremamente contagioso que gerou uma problemática a nível mundial. Em vista disso, a vacinação deve ser obrigatória, pois ao se transmitir uma doença trata-se de um problema social e de saúde, dado que, uma pessoa está prejudicando a outra devido sua negligência ao tomar as devidas prevenções para combater essa problemática.
Outrossim, o Estado como assegurador do direito à saúde precisa usar a saúde preventiva como um poderoso artifício para garantir essa conquista. Nesse âmbito, de acordo com a Constituição de 1988 todo cidadão tem direito à saúde e ao bem-estar. À luz dessa ótica, o Estado precisa assegurar a esse direito a todo um contexto populacional. Assim, a saúde preventiva, que é o caso da vacina, tem um papel extremamente importante, visto que essa ação tenta contornar as perdas pessoais, materiais e financeiras que seriam necessárias para tratar de pessoas doentes.
Conclui-se, portanto, que soluções são necessárias para o debate: A vacinação deve ser obrigatória?. Desse modo, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- levar informação à população, por meio de outdoors e campanhas publicitárias, com a finalidade de assegurar o total conhecimento da população acerca dos benefícios e consequências das vacinas. Ademais, cabe ao Estado, ampliar suas áreas de vacinação, por meio da exposição mais clara da disponibilidade das vacinas para à população – colocando áreas de vacinação perto dos aglomerados populacionais-, com o fito de vacinar uma maior quantidade de pessoa e prevenir doenças.