Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 10/11/2021

No início do século XX, no Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da Vacina, um movimento da população contra a imunização compulsória e autoritária realizada pelo governo. Entretanto, décadas após esse período, a vacinação obrigatória ainda é debatida, no Brasil, posto que inúmeros indivíduos não realizam esse processo, porque acreditam fazer mal à saúde, ação que prejudica o bem estar social, por favorecer a ressurgência de doenças. Assim, o processo imunitário deve ser obrigatória, pois essa gera a resistência coletiva e previne mortes.

Nesse contexto, as vacinas geram a imunização das pessoas, uma vez que incentivam as células do sistema imunológico a produzirem anticorpos para determinados patógenos. Nesse sentindo, do ponto de vista biológico, se muitos indivíduos de uma população realizarem a vacinação, cria-se a imunidade grupal, a qual impede contaminações em uma comunidade, dado que os sujeitos estão imunes aos agentes patogênicos. Logo, é necessário que esse processo seja obrigatório, visto que impede que surtos de certas doenças ocorram, como a Poliomielite, além de favorecer a não sobrecarga de hospitais por epidemias.

Ademais, diversas doenças virais mortais, como a hidrofobia, não possuem tratamento, visto que a ciência ainda não descobriu uma maneira definitiva de eliminar os vírus do corpo humano sem causar problemas aos sujeitos. Nessa perspectiva, de acordo com o médico brasileiro Drauzio Varella, o melhor a se fazer em problemas virais é a vacinação, já que esse fator impede tanto a contaminação quanto a morte dos indivíduos por enfermidades infecciosas, como a febre amarela, a qual pode gerar óbitos devido à insuficiência múltipla de órgãos. Desse modo, a imunização deve ser compulsória, principalmente aos cidadãos que negligenciam esse processo, porque impede que esses morram por processos infectocontagiosos.

Portanto, a fim de promover a obrigatoriedade da imunização, no Brasil, deve o Poder Legislativo sancionar uma lei que multe os cidadãos que não se vacinarem, por meio do pagamento de taxas e da perda de benefícios, uma medida semelhante à que ocorre com sujeitos que não se alistam na junta militar. Além do mais, somado a criação da norma, deve o Ministério da Saúde, a partir de capital público, investir na criação de um aplicativo que sirva de cartão de vacina ás pessoas e que permita ao estado fiscalizar se essas estão imunes. Desse modo, a ação imunizante será compulsória, pois haverá penas e fiscalização do processo.