Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 05/05/2022

A melhor forma de lidar com uma doença é prevenindo. Nesse sentido, no século XIX, a partir de pesquisas sobre a evolução natural desenvolvidas pelo naturalista britânico Charles Darwin, foram paulatinamente incorporadas ao conhecimento científico noções sobre a influência do habitat e do nicho ecológico na subsistência das espécies. Sob essa perspectiva, é ressaltada a adaptação dos seres vivos às adversidades existentes como uma característica fundamental à manutenção da existência deles, sendo exemplo, as vacinas. Estas são de grande importância para sociedade humana, uma vez que, não apenas favorecem a saúde individual, mas são benéficas para coletividade.

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, uma sociedade se desenvolve apenas por intermédio das ações de todos os seus constituintes, que são interdependentes entre si. Analogamente, o ato de se vacinar fomenta o desenvolvimento social, tendo em vista que os cidadãos que o praticam, atenuam a possibilidade de mutações de patógenos prejudiciais à saúde populacional e potencialmente mortais, o que é fundamental para tal agrupamento humano existir. Desse modo, a vacinação mostra-se como uma ferramenta praticamente perfeita, pois, mesmo que todos não se vacinem, a maioria já consegue extinguir o agente causador da doença.

Esse, contudo, é apenas um dos aspectos do tecido social impactados pela vacinação, sendo outros setores importantes como, por exemplo, a economia, pois, o indivíduo deixa de utilizar serviços secundários e terciários da saúde, estes sendo os mais custosos para o poder público. Sendo assim, vale afirmar que é necessário o poder público realizar campanhas de vacinação, contudo, caso essas ferramentas não sejam eficazes para grande maioria da população, faz-se necessário a obrigatoriedade, tendo em vista a importância da imunização das pessoas. Assim, a vacinação tem grande influência econômica e social.