Debate acerca da educação no campo e de seus desafios
Enviada em 25/09/2025
Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, os desafios para efetivar a educação no campo se apresentam como os “nós” a serem desatados. Em suma, um caminho possível para a resolução do problema pressupõe a diminuição da negligência estatal, bem como da exclusão digital.
Diante desse cenário, é imperativo pontuar a negligência estatal como promotora do empecilho. Assim, o Governo se mostra equivicado na administração do dinheiro público, pois não direciona-o de forma adequada para o setor de ensino rural. Dessa maneira, as escolas do campo sofrem com carência de infraestrutura e falta de profisionais qualificados, o que impacta diretamente de forma negativa na efetivação do ensino. Segundo Thomas Hobbes: “O Estado é responsável pelo bem-estar social”. Em síntese, essa atitude estatal deve ser barrada, pois fica claro que o Governo está sendo omisso e descumprindo seu papel.
Ademais, é importante apontar a exclusão digital como colaboradora do impasse. Desse modo, as escolas rurais sofrem com a falta de acesso à internet e computadores, o que prejudica o ensino. De acordo com o site G1, apenas 8% das escolas rurais apresentam acesso à Banda Larga. Como consequência, a educação de qualidade é inviabilizada, pois a internet é muito importante para o processo de escolarização. Logo, é evidente que a exclusão digital gera uma desordem social e deve ser sanada.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que a problemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência estatal e a exclusão digital, o Governo, por meio de parceria com o Ministério da Educação, deve enviar verbas direcionadas para a criação de escolas (nos setores rurais) com a real disponibilidade de internet e de computadores. Tal iniciativa, terá a finalidade de fazer com que essa educação seja cumprida com qualidade. Só assim, os desafios do ensino no campo deixarão de ser “nós”, como descrito por Barão de Itararé.