Debate acerca da educação no campo e de seus desafios

Enviada em 27/09/2025

Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, o debate acerca da educação no campo apresenta desafios que se mostram como os “nós” a serem desatados. Em suma, um caminho possível para esse desenlaçe pressupõe a diminuição da negligência estatal, bem como da exclusão digital.

Diante desse cenário, é imperativo pontuar a negligência estatal como promotora do empecilho. Segundo Thomas Hobbes: " O Estado é responsável pelo bem-estar social". Assim, o Governo se mostra equivocado em não direcionar verbas suficientes que promovam a qualidade e efetivação do ensino nas escolas campesinas. Como consequência, a falta de infraestrutura e de profissionais qualificados seguem de forma integral e causa o enfraquecimento do processo educacional. Desse modo, o Governo não está sendo conivente com sua responsabilidade. Em síntese, a negligência estatal gera um a desordem social e precisa ser barrada.

Ademais, é importante apontar a exclusão digital como colaboradora do impase. De acordo com o site G1, apenas 8% das escolas do campo tem acesso à Banda Larga. Dessa forma, o ensino rural se enfraquece, pois a internet é essencial para o processo educacional. Logo, esse quadro gera lacunas na escolarização dos estudantes do campo que se perduram até a vida adulta. Logo, onde há falhas na educação, não há ascenção social de forma efetiva. Desse modo, é evidente que a exclusão digital deve ser sanada.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que a problemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência estatal e a exclusão digital, o Governo, por meio de parceria com o Ministério da Educação, deve investir na criação de escolas (nos setores rurais) com a disponibilidade de internet e computadores. Além disso, deverá promover a contratação de profissionais qualificados para essas instituições. Tal ação, terá a finalidade de que se efetive com qualidade a educação no campo. Só assim, os “nós” que assolam esse debate caminharão para o desenlaçe, como descrito por Barão de Itararé.