Debate acerca da educação no campo e de seus desafios
Enviada em 31/10/2025
A obra cinematográfica “O menino que descobriu o vento”, descreve a educação fragmentada e insustentável vivenciada por jovens em ambiente rural. Sua temática se assemelha ao contexto atual da realidade brasileira, principalmente no que se referem os debates acerca da educação no campo e seus desafios, problemática que representa grave problema. Indiscutivelmente, se torna crucial analisar as causas desse revés, como a negligência estatal e a omissão midiática.
Com efeito, a ineficiência governamental é inegável como forte agravante do acesso eficaz à educação campeira no país. O sociólogo Herbert José afirma que um país não muda por sua economia ou política, mas sim por sua cultura. Portanto, enquanto o governo mantiver costumes excludentes e repressivos no âmbito campestre, como expulsões de populações ribeirinhas de seus territórios e a escassez de verbas em instituições educacionais no Norte e Nordeste, a educação dessas regiões continuará fragmentada e desigual.
Ademais, a falta de interesse de redes comunicacionais dificultam o acesso à visibilidade que os afetados necessitam. A narrativa literária “A vida não é útil”, de Ailton Krenak, ressalta o quanto o utilitarismo do ser humano faz com que os indivíduos só se preocupem com o banal. Observa-se sua aplicação ligada diretamente ao cotidiano, em que jornais e noticiários televisivos não abordam questões educacionais do campo e incentivam indiretamente o êxodo rural.
Por conseguinte, conclui-se que o estigma apresentado deve ser dissolvido. Para isso, o Ministério da Educação, responsável por garantir uma formação de qualidade para todos, deve implementar fiscalização e atualização constante nos equipamentos fornecidos, para garantir o aproveitamento totalitário do ensino. Além disso, o Governo Federal, ordem de máxima instância no país, deve adicionar legislações de proteção às comunidades e aumentar o investimento aplucadoem instituições agrárias. Dessa forma, a realidade não será a mesma retratada em “O menino que descobriu o vento”.