Debate acerca da educação no campo e de seus desafios
Enviada em 30/06/2025
No Brasil colônia, inúmeras foram as expedições dos jesuítas para catequizar e promover a troca de conhecimento com a população rural, como índios. Hoje, no Brasil, de forma análoga o intercâmbio e ensinamento são feitos nas escolas, porém ainda não ocorre se maneira satisfatória e efetiva. Nesse contexto, medidas devem ser adotadas para reverter essa situação que tem como causas a falta de estrutura necessária para o aprendizado e a falta de professores qualificados para a transmissão de conhecimento.
Diante desse cenário, vale salientar que a falta de investimentos na estrutura das escolas e institutos é fator muito importante para a persistência do impasse. Sob essa ótica, a falta de investimentos em TVs, banda larga, salas de energia e outros são meios para que atinjam com excelência o intercâmbio de ideias e ensino o que é de suma importância, pois segundo Einstein, uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho inicial, tornando o aluno mais crítico e habilidoso.
Além disso, a falta de professores qualificados é gritante no que tange à educação do campo. Conforme a Constituição Brasileira de 1988, o direito à educação é um direito universal, entretanto, isso não é visto no campo. Nesse sentido, muitos não têm aulas como deveriam e isso se deve ao fato de que não há uma carreira atraente para os professores se distanciarem da cidade e se aproximarem dos ribeirinhos, por exemplo. Com efeito, sem professores de qualidade, a precarização continua.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de superar desafios acerca do tema. Para isso o Governo deve criar uma carreira nacional para os professores, que ofereça bônus para aqueles que se desloquem até áreas remotas com o objetivo de melhorar a educação no campo. Paralelamente, o Ministério da Educação deve oferecer maior estrutura no campo, com investimentos em banda larga, salas de estudo, TVs e outras estruturas, além de ensinar por meio de campanhas publicitárias a como usar efetivamente cada avanço tecnológico, visando o real ensino. Talvez assim, o Brasil possa efetivar o intercâmbio de ideias e estudo de forma muito mais efetiva que o passado, com os jesuítas ensinando.