Debate acerca da educação no campo e de seus desafios
Enviada em 13/09/2025
Inicialmente, cabe analisar que, para a solução eficaz de um problema, a equidade deve ser efetivada. Isso significa que ‘‘os iguais devem ser tratados de maneira igual, e os desiguais de maneira desigual’’. Entretanto, o poder estatal falha nessa política pública tendo em vista que, atualmente milhões de estudantes rurais enfrentam barreiras para terem acesso à escola.
A princípio, a precariedade da infraestrutura escolar no campo limita o direito fundamental à educação. Escolas localizadas em áreas rurais, muitas vezes, carecem de transporte adequado, professores qualificados e recursos tecnológicos, o que impede a oferta de um ensino de qualidade. De acordo com dados do Censo Escolar 2023, cerca de 40% das unidades de ensino no campo não possuem acesso à internet, dificultando ainda mais a aprendizagem em um mundo cada vez mais digitalizado. Nesse contexto, a desigualdade educacional se perpetua, afastando estudantes rurais de oportunidades acadêmicas e profissionais.
Ademais, a pandemia da Covid-19 agravou as desigualdades na educação do campo, principalmente por limitar o acesso à tecnologia e à internet, o que comprometeu o aprendizado. De acordo com o UNICEF, durante o período de ensino remoto, milhões de estudantes brasileiros ficaram impossibilitados de acompanhar as aulas por não possuírem conexão de qualidade ou dispositivos adequados. Essa exclusão não só prejudicou o aprendizado imediato, mas também ampliou as chances de evasão escolar e reduziu as perspectivas de inserção no mercado de trabalho.
Portanto, para mitigar os problemas enfrentados pelos estudantes da zona rural, é fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com as secretarias estaduais e municipais, invista na ampliação da infraestrutura escolar, garantindo transporte acessível, capacitação decente e acesso à internet. Além disso, campanhas de inclusão digital devem ser promovidas para reduzir as desigualdades tecnológicas. Dessa forma, será possível assegurar a efetividade do direito à educação e promover uma sociedade mais justa e igualitária.