Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 19/08/2020

A cultura do cancelamento na internet

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a cultura do cancelamento impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento do país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no mundo tecnológico. Segundo, matéria feita pelo site R7, o Brasil é o segundo país com mais casos de bullyng virtual. Diante do exposto, jovens e crianças sofrem com o cancelamento, durante o uso de redes sociais, por relatar suas opiniões em publicações.

Faz-se mister, ainda, salientar a escassa informação sobre crimes ocorridos na internet, que funcionam como impulsionador da exclusão nas mídias sociais. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, os internautas cometem crimes sem saber que os estão cometendo, por falta de divulgação das leis do uso da internet.

Portanto, infere-se, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que vissem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Estado invista, mediante à verbas públicas, na divulgação das leis que protegem os menores atingidos durante o uso da internet, por meio de campanhas televisivas. Dessa forma, o Brasil poderia superar o cyberbullyng.