Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 17/11/2020

A cultura do cancelamento é um termo que surgiu em 2017 a partir do movimento denominado Me Too, a onda de protesto contra assedio e abuso sexual que se mobilizaram para expor os atentados e é algo que cresce a visibilidade nas redes sociais. Contudo, esse movimento se torna um problema quando puni e ignora as pessoas e a explicação do equivoco, no qual busca por progresso pessoal. Nesse sentido, torna-se pertinente o debate sobre a ignorância das pessoas que impedem expressão dos que sofrem pelo movimento e também as pessoas que participam em buscam de fama na internet.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que no cenário atual há pessoas que sentem receio de opinarem e outros internautas interpretada de forma equivocada e serem canceladas. Exemplo, o jornalista William Waack no qual foi demitido, por ter colocado comentários ofensivos, porém tentou corrigir não adiantou porque foi cancelado pelos internautas. Todavia, tal ocorrência é contraditório a Constituição Federal de 1988, afirma que todos tem direito a liberdade de expressão, ou seja, o jornalista e outros que sobre pelo cancelamento devem buscar seus direitos. Dessa forma, faz-se necessário conscientizar os cidadãos sobre os limites aos protestos e a não perseguir nos meios tecnológico.

Outrossim, e somando ao que foi dito anteriormente algumas pessoas por buscar justiça outros se aproveitam pra aprovação e superioridade tornando o protesto superficial, usado para apenas punir. Observa-se isso principalmente no Twitter no qual é comum ter pessoas que colocam comentários ofensivos de forma anônima em procura de popularidade. Sob tal ótica, se torna análoga ao pensamento do filosofo Albert Einstein “Tornou-se claro que a tecnologia ultrapassou a nossa humanidade” concluindo que a internet tornou as pessoas superficiais, substituindo empatia por ignorância.

Entende-se, portanto, que é necessário ter medida no qual ponha limites para que não seja algo normal, o cancelamento de pessoas. Logo, cabe as Escolas fazer palestras e debates sobre o tema - com acompanhamento de profissionais de saúde mental para falar sobre traumas possíveis- por meio uma proposta educacional de informática e aulas de sociologia, a fim de retratar a importância de ter empatia e como lidar quando presenciar esse movimento. Ademais, é preciso que os meios de comunicação conscientize os usuários sobre esse movimento, para pôr limites essa pratica- pois é algo em prol positivo e se torna um linchamento virtual- e possa se tornar um meio que respeite os direitos de cada sujeito.