Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 19/08/2020

O sociólogo T.H Marshal, dividiu os Diretos Humanos em três gerações, entre eles, estão os Direitos Civis e Sociais, que garantem direitos como saúde, educação, segurança e garantia de respeito para o cidadão. Pessoas que presenciam algum desrespeito à esses direitos e injustiças sociais como racismo e homofobia, utilizam suas redes sociais para fazer, através de fotos, vídeos e marcações à entidades públicas e privadas, denúncias a esses atos, ficando conhecida como “Cultura do Cancelamento”.  Esssa cultura ajuda no combate à injustiças sociais, através de denúncias em mídias sociais. Porém muitos usuários utilizam suas contas para denunciar atos antes mesmo de verificar se é verdade ou não, o que acaba prejudicando pessoas mal interpretadas, que cometeram nada de errado.

Primeiramente, com o advento da terceira revolução industrial, a técnico-científico-informacional, que iniciou-se em meados do século XX, fez com que o modelo capitalista entrasse em uma nova fase, a globalização. Esse novo período fez com que as tecnologias da informação se modernizassem, tornando o acesso à informação algo mais fácil, prático e que conseguiriam antigir mais pessoas em menos tempo. Com esses avanços, essas tecnologias tornaram-se ferramentas para combater injustiças sociais como o racismo, discurso de ódio nas redes sociais e também serviram de  formas para denunciar ações que desrespeitam os direitos de minorias. George Floyd, foi um negro que morreu em 2020, por um policial branco. O caso, através de um video que registrou todo o ato e que foi publicado em redes sociais, rapidamente repercutiu em todo o mundo, gerando diversos protestos por Justiça Racial e denúncias de pessoas que cometeram algum tipo de discriminação.

Ademais, a “Cultura do Cancelamento” se tornou um problema não só para pessoas que cometeram algum tipo de discriminação, mas também para pessoas que são mal interpretadas, e com isso acabam sendo bastante prejudicadas perdendo seus empregos ou sendo julgados por algo que elas não cometeram. Este é o caso de Cafferty,  um homem de 47 anos que perdeu seu trabalho, por ser flagrado fazendo um sinal racista, porém este tratava-se de um simples reflexo de seus dedos, mesmo explicando a situação, ele não consegue trabalho e é julgado por diversas entidades por algo que não cometeu, tornando-se mais um “cancelado”

Portanto, para reverter os impactos negativos dessa cultura, mas mantendo o combate as injustiças sociais, é necessário que as redes sociais, principalmente as de muitos usuários, utilizem algoritmos e denúncias de usuários sobre contas que difundem informações falsas ou sem análise prévia. A empresa ficaria responsável por verificar o conteúdo e se necessário excluir contas que divulgarem algo inconsciente com a verdade, possibilitando mais justiça social e menos desinformação sobre os fatos.