Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 15/03/2021
“Banalidade do Mal” de Hannah Arendt, diz que o mal quando repetido várias vezes se torna banal. Tal afirmação pode ser aplicada na " Cultura do Cancelamento", já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura , pode-se destacar a negligência judicial e a justiça feita pelas próprias mãos.
Nesse sentido, a esfera governamental corrobora para a problemática. O Ministério da Justiça tem como dever, o cumprimento da lei, acerca das irregularidades que lhes são apresentadas. Entretanto, há muitas insatisfações com relação à esse serviço. A afirmação de Robespierre, " a impunidade incentiva todos os culpados", nos leva à refletir sobre o eferto devido à quebra desse dever. Para evitar esse resultado os indivíduos intervem fazendo sua própria justiça.
Por consequinte, ocorre o julgo desigual, e posteriormente o cancelamento que, dá-se de forma precipitada e totalmente incoerente, na qual os sujeitos acreditam que estão fazendo um bem, e que a tão sonhada “justiça” está sendo feita. Porém, o que realmente está acontecendo nessa situação é mais uma injustiça, acarretando sérios problemas ao “réu”.
Em síntese, salienta-se que cabe ao Ministério da Justiça, juntamente com o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), averiguem melhor, com mais atenção todos os casos que chegam para eles, e que assim haja o comprimento da lei para cada cidadão que a solicita.