Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
Cancelamento
Cultural Em 2017, o termo “cancelamento” surgiu para nomear uma prática virtual que já vinha acontecendo: o boicote de personalidades (famosas ou não) que cometeram alguma violência dentro e fora do espaço virtual. Popularizado e difundido a partir de movimentos de denúncia, que expunha casos e nomes, o movimento começou com o decorrer do tempo a mudar de cara: não é mais necessário ter cometido um crime para ser cancelado. O uso de um termo equivocado, uma expressão preconceituosa, já virou motivo de cancelamento.
Muitas pessoas até são injustiçados em ações que muito deles nem cometeram, como Raul Seixas, por exemplo, foi cancelado depois que uma biografia publicada 30 anos após sua morte afirmou que ele teria entregado o amigo Paulo Coelho aos militares durante a Ditadura Militar. Quase um ano depois do cancelamento, a Folha de S. Paulo apontou documentos que provam que não passava de um mal entendido.
É algo muito sério que pode prejudicar tanto a vida como a carreira de homens e mulheres, quando apontado uma condenação a alguém por tal ato, terá que apresentar provas e a sociedade também tem que ir atrás delas.
Condenar alguém sem saber realmente o cerro é errado, acabar com a vida de alguém com base de mentiras é horrendo, buscar por provas e se certificar que são reais isso sim é um ótimo cancelamento cultural.