Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/10/2020
2019 foi quando a onda de cancelamentos “exposed” explodiu, toda hora avistava uma nova pessoa para que os demais pudessem julgar pelos seus atos. As redes sociais foram tomadas por justiceiros e tal cultura nos anos posteriores foi se fortificando e tornando se comum. Esse problema deve ser discutido acerca dos impasses que impedem a resolução da questão.
Em primeira análise, nota-se que a falta de empatia é o maior problema. A filosofia descreve a empatia como sendo um dos componentes da compaixão. Infelizmente, quando se aborda o cancelamento no cenário atual, nenhum dos elementos formadores da empatia são percebidos, uma vez que, os praticantes deste ato esperam algo que eles julgam errado acontecer, para assim, atacar a reputação, perseguir e envergonhar publicamente alguém, alimentando as más consequências.
O cenário atual forma pessoas que tem medo de errar, o cancelamento nas redes força o Homem ser “perfeito” quando o mesmo que exige isso é corrompido. Além disso, o sentimento de superioridade é a causa secundária do empecilho. As pessoas querem ter a sensação de cancelar, e como nem sempre à alguém fazendo algo ruim, tudo e qualquer coisa se torna motivo para apagar a imagem do próximo, promovendo críticas maldosas que em grande repercussão podem ocasionar em consequências como a depressão, ou perda de carreira dos “cancelados” por não conseguirem lidar com os ataques a sua pessoa.
Portanto, medidas são necessárias para resolução dos impasses. O Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve promover uma campanha educacional sobre a importância da empatia relacionada ao cancelamento. Tal campanha deve conter aulas ministradas por professores e psicólogos visando à conscientização dos indivíduos, para promover o respeito coletivo. Também é necessário a nota das redes sociais, controlando seus usuários, para que não aja o linchamento, lembrando sempre que a evolução é por meio dos erros.