Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 15/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, o clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como características mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto a cultura do cancelamento torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Logo, novos desafios aparecem juntamente a uma “onda” de julgamentos, o que faz com que pontos negativos e pontos positivos sejam discutidos para essa nova fase das redes.

Diante disso, muitos usuários aproveitam da situação para declarações de falso moralismo, atrelado ao discurso de ódio. Segundo Heitor Cony, a internet é poluída, não no sentido ecológico mas no sentido espiritual. Consequentemente com a cultura do cancelamento pode ser prejudicial. A título de exemplo, durante o reality show “Big Brother Brasil”, o “youtuber” Pyong Lee foi extremamente criticado e isso prejudicou a sua carreira.

Além disso é válido ressaltar que a sociedade não tem mais aceitado atos considerados preconceituoso, machistas, homofóbicos ou qualquer atitude que contrarie a moral humana. A exemplo disso Jean Jacques Rousseau, pensador iluminista do século XXI, dizia que “A concordância faz com que permaneçamos estacionados, a discordância faz com que cresçamos.”. Logo, provando que a ideia de cancelar pessoas que cometeram alguma atitude ruim na internet, seja punido, ou seja, provando para a sociedade que tais atitudes precisam ser punidas. Assim, justificando que a prática de cancelar, é o mesmo de não concordar com erros.

Em síntese, a cultura do cancelamento precisa ser melhor avaliada. Assim a mídia precisa criar comerciais educativos por meio de propagandas instrucionais e conscientização dos cidadãos sobre palavras e atitudes cometidas nas redes sociais para que assim não sejam cancelados e consequentemente que aqueles que cancelam pessoas tenham um pouco mais de empatia.