Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/11/2020

Cancelem o cancelamento.

A cultura do cancelamento consiste no ato de boicotar personalidades, especialmente famosas, que cometeram algum tipo de ação julgada politicamente incorreta por determinado grupo de pessoas. Tal ato é frequente dentro de redes sociais como Twitter e Facebook, por exemplo. Desse modo, é entendível que o ambiente virtual é palco para julgamentos, que podem gerar péssimas consequências à quem os recebe.

Sobretudo, é válido reconhecer que as redes sociais se tornaram muito populares nos dias atuais. De acordo com o relatório Global Digital Statshot 2019, 3,5 bilhões de pessoas possuem cadastros em alguma rede social. Essas bilhões de pessoas do mundo inteiro compartilham sua vida com seus seguidores, deixando um livre espaço para que outras pessoas opinem, comentem e apontem algo sobre aquilo que foi postado.

Segundo o Indicador de Confiança Digital, para 41% dos jovens brasileiros, as redes causam sintomas como ansiedade, tristeza e depressão. Isso decorre, muitas vezes, do “hate” que as pessoas recebem por fazerem algo que não agradou à um grupo, correndo o risco de perderem algumas oportunidades de vida, assim como aconteceu com o norte-americano Emmanuel Cafferty, que fez um gesto interpretado como racista enquanto dirigia e foi suspenso do trabalho.

Diante dessas informações, fica claro que medidas devem ser tomadas para resolver esse problema. Para que tais comportamentos negativos sejam diminuidos, cabe ao Governo Federal criar um orgão público que fique atento ao que acontece em todas as redes sociais, excluindo todo e qualquer tipo de conteúdo de ódio decorrente do cancelamento. Assim, será possível manter a saúde mental das pessoas no âmbito virtual.