Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/11/2020

A constituição de 1988 garante a todos os indivíduos a liberdade de expressão. No entanto, uma pequena parcela da população utiliza esse direito de forma errônea para propagar discursos discriminatórios contra minorias. Nesse caso a cultura do cancelamento surgi para combater essa prática. Porém, essa prática, muita das vezes influenciada pela mídia, pode por prejudicar pessoas inocentes.

Em primeiro plano, é bom destacar que a cultura do cancelamento ganhou forças em 2017 com o movimento “Me Too”, em que várias atrizes de Hollywood denunciaram casos de assédio na indústria cinematográfica. Porém, muitas pessoas usam a cultura do cancelamento para prejudicar pessoas, como no caso da blogueira  Gabriela Pugliesi, que foi cancelada por fazer um festa durante a pandemia, tendo  prejuízos econômicos.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a cultura do cancelamento. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto.