Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/11/2020

É fato que a prática da cultura do cancelamento tangencia à educação. Essa conjuntura configura-se como um preocupante entrave para a sociedade e governo na atualidade. Nessa lógica, alguns aspectos são decisivos para exacerbar a crise social, entre eles é possível identificar a imprudência da sociedade e a negligência do Estado. Destarte, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.

É importante pontuar, de início, a falta de responsabilidade da população em meio ao uso de mídias sociais. Conquanto, isso se torna uma situação problema no cenário hodierno, em vista que, a cultura do cancelamento, atualmente muito praticada, pode afetar de forma cruel a vida do “cancelado”. Como exemplo, o ocorrido com a digital influencer Gabriela Pugliese, que após ser contaminada pelo vírus (covid-19) postou em seu Instagram, fotos e vídeos com amigos em uma possível “festinha”. Dessa maneira, ela fui julgada e cancelada por usuários de diversas redes sociais, perdendo seguidores e patrocinadores - e, com isso, desativou temporariamente suas redes. Em suma, a cultura do cancelamento, mostra-se como dois lados distintos, o lado do “cancelador”, conhecido popularmente como hater, e o lado do “cancelado”. Em que, o que pratica os ataques, sem ao menos conhecer a trajetória de quem sofre os ataques, o julga de forma imoral, a partir de uma atitude momentânea, posição política, orientação sexual, entre outros, sem ter credibilidade para tal.

Em segundo lugar, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais. Desse modo, mesmo com o direito à liberdade de expressão, é necessário que o Governo Federal, analise as possíveis causas que, por consequência aos ataques feitos na internet, podem acarretar na vida de quem sofre, como: problemas sérios com a auto- estima, depressão, ansiedade, linchamentos em locais públicos, entre mais. Isso comprova o pensamento de Rousseau, em que disse - o homem é bom, a sociedade que o corrompe. Em vista disso, a internet, mesmo com seus inúmeros pontos positivos, também mostra-se como um preocupante inimigo para a população e governo contemporaneamente, que corrompe e alicia usuários de todas as idades, tendo então, como consequência, a cultura do cancelamento.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar tal problemática. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar por meio da criação de leis que fiscalizem e punam severamente os hater’s, com indenizações para o tratamentos psicológico dos que sofreram os ataques. Com isso, também, o MEC junto ao Ministério de Segurança, deve promover de forma lúdica e adaptada à faixa etária, palestras em que conscientizem crianças à não exposição em mídias sociais, e a forma correta de serem usadas. A fim da extinção da cultura do cancelamento.