Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 05/11/2020

Durante a colonização do Brasil, nos anos 1500, os Jesuítas forçaram a catequisação aos índios, pois achavam errado eles não possuírem nenhuma religião. Em vista disso, é evidente o poder autoritário que as pessoas sentem sobre as outras quando possuem costumes diferentes, com a intenção de definir qual deles é o certo e qual o errado. É possível notar isso com clareza na sociedade contemporânea com a cultura do cancelamento, verificando-se a exclusão de pessoas e discursos de ódio na internet. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, vale destacar como as pessoas estão vivendo mais por si nos últimos tempos, sem pensar no próximo. E muitas vezes excluem indivíduos apenas por possuirem comportamentos diferentes, sem dar a oportunidade de conhecer novos costumes. Ademais, a depressão é ligada diretamente à essa questão de exclusão social, levando o SUS à um aumento de 115% com o atendimento aos jovens brasileiros com depressão nos últimos 3 anos segundo pesquisa feita pelo G1.   Outrossim, os discursos de ódio realizados na internet, conhecido como cyberbullying, é outro fator preocupante. As pessoas se sentem mais seguras quando estão de maneira anônima e dessa forma, atacam de jeito mais violento as outras por não sentirem medo de ser reconhecidos. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a fala de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é claro como as pessoas não pensam mais na questão da empatia com o próximo, se sentindo no direito de atacar elas.

Infere-se, portanto, que medidas devam ser tomadas para solucionar a questão da cultura do cancelamento no Brasil. Cabe ao Ministério da Cidadania juntamente com o Poder Legislativo a criação de uma lei protecionista para essas pessoas que são atacadas, por meio da realização de debates acerca do tema nos tribunais com a finalidade de reduzir o aumento dos casos de depressão provocado pela exclusão e o cancelamento do cidadão na internet e na vida pelas diferenças culturais, e dessa forma, ter uma sociedade com mais empatia nas relações sociais.