Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/11/2020
Século vinte e um, a era da internet. Não é de hoje que é possível observar o quanto as pessoas se mostram ainda mais dispostas a criticar e punir as outras. Similarmente, se escondem por trás de um objeto, o computador, com a finalidade de “cancelar” um indivíduo. Ação denominada de “a cultura do cancelamento”, denuncia os erros de alguém e os submetem, em maior parte, a remição. Ainda, o que antes era atribuído a poucos cidadãos, o poder do julgamento, designado aos juízes, atualmente, vários seres se sentem no direito de apontar as ações alheias. Por isso, é necessário discutir como a internet nos dias de hoje pode prejudicar a evolução das atitudes humanas.
Em primeiro lugar, é válido mencionar como a tecnologia se desenvolve no âmbito da comunicação e aproxima seres que estão distantes. Atitude que ajudou a Primavera Árabe a ter um grande sucesso, pois foi por meio da internet que exerceram o ciberativismo, ato que utiliza as redes sociais como o maior meio de difusão de notícias, com o objetivo de agendar e realizar ações de protesto. Por conseguinte, é possível inferir que, apesar do amparo que as redes proporcionam, ainda são o maior meio de disseminação de críticas.
Em um segundo momento, é importante introduzir um pensamento de Rousseau. Para ele, a pessoa que conceitua um ato deve manter-se afastada dos preceitos que aponta. Contudo, nem sempre é assim, em maior número, o indivíduo mostra superioridade diante um assunto, mas acaba por fazer o mesmo. Um caso a ser citado é o caso da Gabriela Pugliese que, no início da pandemia do Covid-19 realizou uma festa e foi exposta a diversos comentários, que não proporcionaram o direito de evolução da ação incorreta, mas sim, uma chance de acusar e “cancelar”, uma vez que, após seis meses da dispersão da doença, várias pessoas agem como se a enfermidade já não existisse mais.
Diante disso, é imprescindível total atenção e amparo financeiro do governo, para que, em conjunto com o Ministério da Saúde, promova propagandas a nível nacional sobre a preservação da saúde mental diante as tecnologias, conferindo, desse modo, a devida seriedade que o assunto exige. Por fim, é de extrema importância dar espaço, afim de que, as pessoas possam analisar e amadurecer suas atitudes incertas e encontrar uma forma de concertá-las, além de encontrar uma forma de comunicá-las de modo menos agressivo.