Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/11/2020
Originalmente, a ideia do cancelamento teve origem com o movimento #METOO, uma campanha on-line que reuniu diversos testemunhos de mulheres que sofreram abusos sexuais dentro de Hollywood. No entanto, conforme o tempo, a cultura do cancelamento teve seu objetivo mudado, tendo como ideia, o ato de ignorar ou atacar alguém nas mídias sociais devido algum ato da mesma. Com isso, a internet deu surgimento a essa nova cultura do cancelamento, onde essas pessoas podem provocar danos a sociedade e também, essas situações podem acabar provocando o surgimento de doenças psicológicas nesses “cancelados”.
De acordo com a BBC News Brasil, em uma reportagem sobre a cultura do cancelamento, ela aborda sobre esse método como algo bastante prejudicial tanto para o individuo quanto para a sociedade. Um caso que ficou bastante conhecido foi o da influencer Alinne Araujo, que se casou sozinha após ser abandonada pelo seu noivo um dia antes do casamento e expôs isso aos seus seguidores, no entanto, ela acabou sendo linchada pelos usuários da internet e, infelizmente, após tantos comentários negativos, ela cometeu suicídio. Com isso, se percebe que, apesar de querer compartilhar um momento de sua vida, isso pode contribuir para um massacre vindo das mídias sociais, proporcionando mais casos que possam ter um final como esse.
De acordo com o psiquiatra Manoel Vicente, o cancelamento de alguém na internet é nada mais do que um bullying de exclusão social que pode acarretar sequelas permanentes, como quadros ansiosos e depressivos e que ainda, essa cultura do cancelamento ocorre de uma forma bastante agressiva. Com isso, pode-se notar que a superioridade em que a população sente em apontar o erro dos outros, com o uso de criticas maldosas, podem ocasionar doenças psicológicas irreversíveis ao “cancelado” devido a não conseguir lidar com essa situação.
Portanto, medidas são necessárias para isso se resolva. As redes socais devem criar programas de segurança, na qual possa ter a proibição de comentários que podem ferir a integridade da pessoa, a fim de que menos casos como este ocorram nas mídias sociais. Além disso, o Ministério da Educação, por meio das universidades e escolas, deve proporcionar palestras sobre a importância da empatia dentro dessa cultura do cancelamento, que deve ser dada por psicólogos, visando a conscientização dos indivíduos acerca desse assunto.