Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 10/11/2020
O começo do século XXI foi marcado pela evolução da tecnologia e a possibilidade de comunicação diretas com as pessoas do mundo inteiro através das redes sociais. No acaso, algo que era para ser um benéfico à sociedade, acabou engatilhando vários problemas sociais, um deles é a cultura do cancelamento. Desse modo, é possível pontuar que não só o individualismo, como também a falta de edução digital dos usuários. Em primeiro lugar, é válido salientar que o individualismo é um fator determinante na persistência desse impasse.
Na obra de José Saramago “Ensaio sobre Cegueira”, fala sobre a cegueira moral e, representa bem a alienação das pessoas e frisa o seu individualismo e egoísmo. Nesse contexto, não restam dúvidas que existem pessoas que persistem em pensar que somente o seu pensamento está correto, assim descartando qualquer tipo diálogo e empatia, destacando cada vez mais o individualismo da sociedade.
Com a falta de educação na internet no Brasil, boa parte de seus usuários usam das redes sócias sem noção nenhuma do que podem comentar nos posts de outros usuários. Nos últimos anos, o Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial de países com mais crimes cibernéticos segundo a ONU, o que colabora com essa posição, é a falta de punição contra os malfeitores, pois o praticante não tem empatia e senso, o que retoma o problema com o individualismo prejudicando os demais usuários de diversas formas com falsas informações, calúnia e discriminação.
Deste modo, levando em consideração os argumentos mencionados, devem ser feitas, pelo Estado, campanhas via mídias sociais, pregando a coletividade e recriminando o individualismo. Também é essencial que as empresas de mídias sociais, como Facebook e Google, melhorem a fiscalização de denúncias e coloquem em destaque nos termos de uso as possíveis consequências de atos de difamação, calúnia, entre outros crimes cibernéticos para usuário. Assim colaboram para reduzir a problemática.