Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 10/11/2020

A “cultura do cancelamento” começou com o intuito de chamar a atenção para causas sociais, como preservação ambiental, suicídio e feminismo. Além disso, essa cultura visa aumentar a voz de determinados grupos, para que eles sejam ouvidos por políticos e justiça, porém nem sempre essa ação é benéfica a todos, pois algumas das vezes a imagem de um pessoa é denegrida. Contudo, a política do cancelamento não é totalmente boa para a sociedade, pois muitos são atacados e acabam sofrendo  com problemas psicológicos.

Primeiramente, é importante ressaltar que os sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer defendem que o mundo contemporâneo sofre a ação de uma indústria cultural. De tal forma esses produtos da cultura serão consumidos como os demais e perdem seu potencial de crítica social e de crítica ao próprio sistema, criando uma alienação cada vez maior em seus consumidores. De modo análogo, no Twitter ocorre a mesma coisa, pois nessa rede social todos são livres para expor suas opiniões, porém muita das vezes as pessoas perdem o potencial de crítica, porque apenas aprovam determinadas ideias de forma alienada.

Como dito anteriormente, a “cultura do cancelamento” denigre a imagem de certas pessoas, causando transtornos psicológicos e em casos extremos, leva ao suicídio. De acordo com a Associação brasileira de psiquiatria, mais de 90% dos casos de suicídio estão relacionados a depressão ou bullying, vale ressaltar que o cancelamento pode ser considerado um bullying.

Conclui-se que o cancelamento não é uma boa prática, pois destrói a vida de muitos e muita das vezes a vítima é compreendida de forma errada. Logo uma forma de combatê-lo seria campanhas de conscientização feita pelas próprias redes, como o Twitter, expondo os possíveis danos.