Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/11/2020
O dicionário australiano Macquarie elegeu “cultura do cancelamento” como o termo do ano de 2019, fenômeno o qual tem atraído bastante atenção, principalmente nas redes sociais, e trata-se de uma onda que incentiva os indivíduos a deixarem de acompanhar e diminuir o status de uma pessoa ou empresa devido a atitudes questionáveis. Em primeira análise, nota-se que o ato de cancelar pode trazer danos à saúde mental tanto ao ser que pratica a ação quanto ao que a sofre. Ademais, percebe-se que esses ocorridos não são eficazes ao se tratar da conscientização da pessoa cancelada do erro que cometeu. Por certo, torna-se apropriado debater sobre essa temática.
Em primeiro lugar, os canceladores podem se tornar pessoas extremamente críticas e intolerantes, o que não é saudável, e os cancelados podem desenvolver distúrbios psicológicos consequentes de alguma ofensa ou julgamento severo. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de trezentas milhões de pessoas, de todas as idades, sofrem con o distúrbio depressivo maior (DDM), popularmente conhecido como depressão, em todo o planeta, transtorno o qual pode ser impulsionado pelos discursos de ódio que são transmitidos aos cancelados.
Em segundo lugar, quando uma pessoa cancela alguém, ela sempre procura criticar o ato considerado errado pela a sociedade, ao invés de ajudar a pessoa a compreender o erro e conseguir evitar cometê-lo novamente, o que devia ser o oposto. Ainda cabe citar que o ser humano é falho e qualquer um é sujeito a cometer erros. Indubitavelmente, são necessárias medidas que diminuam ou acabem com a cultura do cancelamento.
Portanto, os donos das redes sociais, como o Twitter e o Instagram, que são os principais meios da propagação da cultura do cancelamento, devem promover campanhas de conscientização com participação de profissionais da psicologia a respeito dessas práticas, mostrando seus impactos na saúde das pessoas.