Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 09/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, descreve a sociedade brasileira e teceu crítica ao comportamento egóista e superficial que caracterizam essa nação. Não longe da realidade, percebe-se aspectos semelhantes no que tange a questão da cultura do cancelamento. Nesse contexto torna-se evidente a insuficiência legislativa e a má influência midiática.

Primeiramente, nota-se que a insuficiência legislativa é a causa expressa da questão. O filósofo francês Sartles, defende que cada ser humano escolhe seu modo de agir, pois, esse seria livre e responsável. No entanto, muitas pessoas se escondem atrás de telas, com o pensamento que podem fazer o que quiserem, naquele meio, que não haverá consequências das suas ações, ficando evidente a deficiência de leis para tratar de questões sociais e as inúmeras consequências desses atos, como o de abuso piscicológico com a pessoa que esta sendo cancelada, que recaem, injustamente, sobre o corpo social.

Ademais, a má influência midiática é a causa secundária do problema. Segundo, Vygolsky, " o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio em que se encontra". Da mesma forma, vivemos na era digital, onde a maioria está ligada a alguma rede social e dispostos a cometer erros e aprender com eles, muitos usam o cancelamento como forma justa de justiça, más, na verdade sendo uma forma de espalhar ódio gratuito na internet, causando danos a reputação e honra da pessoa.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção como forma de solucionar o revés. O Congresso Nacional, por meio de emendas e modificações legislativas, deve fazer uma reforma das leis e códigos, que versam sobre a cultura do cancelamento, para que se trate a questão com o rigor que é necessário. Tal reforma deve conter a modificação de matérias desatualizadas e a inclusão de artigos que atuem de forma mais atual. Ademais, fazendo palestras em redes nacionais e escolas, mostrando que essa tal prática não é a melhor solução para o impasse. Espera-se, dessa forma, que o tema deixe de ser um assunto desconhecido e tenha possibilidade de ser minimizado.