Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 09/11/2020
Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea A “cultura do cancelamento” é um termo que surgiu em 2017 a partir do movimento Me Too, onde vítimas de assédio e abuso sexual se mobilizaram para expor os ocorridos com o intuito de chamar atenção da justiça social, no entanto, atualmente, o fenômeno do “cancelamento” vem sendo bastante frequente no ato de boicotar figuras públicas que agem de maneira considerada ofensiva em público. Contudo, a prática do boicote pode se tornar bastante intransigente.
Vivemos em um mundo onde não só a conduta das pessoas são alvos de boicote, mas ideias e posicionamentos contrários também são palco para as famosas “tretas” e “cancelamentos”. Essa onda de pessoas insensíveis e intolerantes vem causando a discrepância com a liberdade de expressão garantida no Art. 5°, no inciso IX da Constituição Brasileira, assegurando que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença.
Ademais, a “cultura do cancelamento” diversas vezes é imposta à pessoas que nem mesmo fizeram algo e apenas foram vítimas de fake news, entretanto aos que de fato foram flagrados tendo uma postura considerada ruim pela sociedade, acabam sendo cancelados imediatamente e não tem nenhuma oportunidade para rever seu erro, aprender com ele e até mesmo amadurecer com toda situação.
Mediante ao exposto, são necessárias estratégias para alterar tal situação. Portanto, cabe ao Poder Legislativo reestruturar as leis de crimes cibernéticos, adicionando punições para aqueles que praticam o ato do “cancelamento” sem nenhuma base ou provas concretas e outra alternativa seria a parceria entre o Ministério da Educação e as instituições educacionais promoverem debates com o objetivo de alertar sobre os efeitos da “cultura do cancelamento”. Dessa forma é possível diminuir consideravelmente tal cultura que é marcada pelo egoísmo e individualismo.