Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 09/11/2020

Em um dos episódios da serie “Black Mirror”, há uma sociedade movida por um aplicativo que avalia a reputação das pessoas baseando-se nas notas que os demais usuários dão. Caso tenha nota baixa, sofre uma exclusão social. De forma similar, a “cultura do cancelamento” é um meio de apontar os erros dos indivíduos por meio das redes sociais para algumas ações ruins. Porém, algumas pessoas usam esse meio para difamar a imagem do próximo, colaborando para um cenário virtual tóxico.

Em primeiro lugar, o “cancelamento”, atualmente, já faz parte das redes sociais, onde se encontram diversos perfis anônimos. Assim, através desse meio, os usuários conseguem expressar suas opiniões negativas, por meio de postagens, ferindo verbalmente uns aos outros. Segundo o escritor e inventor R. Buckminster Fulle “A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas”, o que comprova que as pessoas estão utilizando de forma inadequada o poder que as próprias têm da tecnologia.

Por conseguinte, o cancelamento afeta diretamente a vida das pessoas, podendo deixá-las até sem emprego. Como exemplo há a blogueira Gabriela Pugliesi. A própria foi bastante criticada por promover uma festa em abril de 2020, época em que a pandemia do novo Coronavírus estava em seu auge. A tal acabou perdendo diversos patrocínios e seguidores em suas redes sociais, chegando a passar três meses sem as mídias, o que afetou diretamente em seu trabalho.

Portanto, para que tal comportamento seja reprimido, o Governo Federal, deve, por meio de uma lei, criar um órgão publico que consiga fiscalizar de maneira branda e eficaz as redes sociais. Consequentemente, publicações que compartilhem o ódio voltado para o cancelamento devem ser excluídas e o responsável por elas deve ser banido temporariamente da plataforma. Dessa maneira, o ambiente virtual ficará mais saudável.