Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 10/11/2020
O termo “cancelamento” se deu há 3 anos atrás, em 2017, quando ocorreu um movimento denominado Me Too, onde as vítimas de assédio e violência sexual mobilizaram-se em uma ação para expor essa grande confusão, não comentada por anos. Esse termo significa boicotar determinadas pessoas com determinadas atitudes de pessoas ou até mesmo de empresas por motivo de erro ou conduta deplorável, como condutas machistas e preconceituosas. Apesar disso, sendo “benéfico”, essa prática pode acabar assumindo faces intolerantes.
É de extrema importância expor que não são apenas comportamentos condenáveis são alvos de boicote, mas também, opiniões contrarias sobre temas diferentes, assim, o resultado disso é uma bomba de intolerância de todas as formas, com isso, entrando em divergência com o direito da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal de 1988 ainda em funcionamento no Brasil atual. Além disso, vale notar que essa Cultura de Cancelamento acaba cancelando pessoas de certa forma inocentes, que por vez, não sabendo do assunto por completo acaba falando de forma errada, assim, restringindo a pessoa aprender com o seu erro.
Diante disso, um caso recente da Cultura do Cancelamento, no âmbito virtual deu-se com o cantor MC Gui, em outubro, o funkeiro paulistano posto em seu Instagram, um vídeo zombando da aparência de uma menina que estava fantasiada como uma personagem de um filme da Disney, essa atitude foi se espalhando rapidamente entre os usuários, acusando o MC de praticar bullying.
Dessa forma, nota-se que a Cultura do Cancelamento pode trazer danos as pessoas que de certa forma podem ser irreversíveis, agravando a falta de empatia e a intolerância, cancelando o “incancelável”. O Governo Federal deve agir para o bem estar da população, fazendo campanhas de conscientização sobre as consequências dessa cultura, dessa forma, trazendo mais harmonia para a sociedade virtual.