Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 10/11/2020
Justiça ou vingança?
O movimento hoje conhecido como “cultura do cancelamento” começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Porém a cada dia tem sido tratadas questões complexas, como racismo estrutural e violências de gênero ficam restritas ao cancelamento de um artista x ou y.
J. K. Rowling, Anitta, Taylor Swift, Steven Pinker e até o finado Raul Seixas. O que esses nomes, que vão de estrelas do pop até um renomado linguista professor de Harvard, têm em comum? Eles integram uma extensa lista de pessoas “canceladas” nas redes sociais nos últimos tempos. Outro caso recente é de uma jovem estrangeira que mora aqui no Brasil, que fez um vídeo zombando de algumas tradições, como comer arroz e feijão todos os dias, ou ainda escovar os dentes após as refeições. Esses comentários inofensivos se tornaram uma dor de cabeça para a jovem, que foi xingada com palavras baixas e ameaças.
Vale lembrar, no entanto, que nem só de erros de interpretação se fazem os cancelamentos. Na verdade, eles são momentos isolados que mostram que às vezes as coisas fogem do controle, para que esses usuários não interfiram na vida de pessoas que não tem nada a ver com o que é linchado na internet.
Portanto concluo que a mídia deveria criar uma lei, tanto o twitter quando o instagram e o facebook, para sociedade poder contribuir de uma forma justa para essa cultura do cancelamento, fazendo jus ao projeto que se iniciou anos atrás, sem violência nem vingança.