Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 13/11/2020

Em Abril de 2020, a blogueira fitness Gabriela Pugliesi realizou uma festa com colegas na madrugada em plena pandemia de COVID-19 e divulgou essa companhia nas suas redes sociais. O ato foi fortemente critico por fãs e usuários da Internet, acusando a blogueira de não seguir as regras da quarentena, sendo assim, cancelando-a. No dia seguinte, Pugliesi pediu desculpas e suspendeu sua conta na rede social de compartilhamento de  fotos Instagram, porém o estrago já estava feito e a blogueira perdeu grandes contratos publicitários e sofreu um prejuízo de estimados R$ 3 milhões. Diante disso, é necessário discutir sobre o tema de cancelar algo ou alguém.

É visto que a cultura do cancelamento gera-se nos focos em pessoas famosas ou grandes empresas, no qual o termo (surgido em 2017) se refere a boicotar em razão de realizar ou falar algo que seja  consideravelmente errado (ou politicamente incorreta) que afete moralmente certo padrão de grupo. Vale lembrar que esse mesmo grupo é completamente intolerante sobre os atos de qualquer usuário, podendo cancelar outros sem dar oportunidade de aprendizado ou compreendimento do ocorrido, julgando apenas seus erros e os qualificando dependendo do ato feito do cancelado.

Sendo assim, apresenta-se a conclusão de que o ato de cancelar pode ser usado em qualquer um, possuindo efeitos imediatos e  simples que podem prejudicar a autoestima de um indivíduo e resultando em consequências futuras sob a saúde mental do cancelado. É exigido ações de autoridades para controlar essa cultura, visto que o Governo Federal do Brasil deve estabelecer regras para expressar-se, juntamente com os próprios sites de redes sociais, para que ninguém tenha a liberdade de agir como juíz e poder criticar em diversos assuntos. É claro que não se deve cortar a liberdade de expressão, mas é imoral utilizar essa mesma para julgar e rotular outros usuários. É necessário trocar esse cancelamento por um meio de diálogo, dando