Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 13/11/2020
Em meados de 2017 o termo “cancelamento” foi criado para designar uma prática virtual de exposição e forma de denúncia a personalidades, sendo elas famosas, ou não, que cometeram violações dos direitos humanos, violência ou preconceito em espaço virtual e fora dele, esse cancelamento foi uma maneira defendida pela grande parte do grupo de minoria, pois só através da ação, conseguiram ter visibilidade dentre a sociedade.
O cancelamento de famosos como Raul Seixas, Anitta e Taylor Swift envolvem várias outras ações, como boicote, incentivo de rompimento de contrato com os mesmos, e até mesmo levando o público ao não-consumo de seus produtos, entre outros. O fortalecimento dessa “febre” do cancelamento se popularizou principalmente no Twitter (rede social), após grupos feministas e LGBT+ começarem a ganhar mais força e através disso começaram a colocar em pauta suas experiências e pontos de vista.
No ano de 2020, a criadora da famosa saga Harry Potter foi alvo do cancelamento por comentários preconceituosos sobre a comunidade trans, após falas de que o mundo seria melhor apenas para as mulheres que menstruam, entre outras, mostrando um explícito preconceito, após suas falas, a escritora foi cancelada pelos usuários do Twitter.
Segundo pesquisadores, a cultura do cancelamento foi perdendo o senso de proporção, “As pessoas confundem o que é você estar agindo por ignorância ou estar reproduzindo um preconceito por ser parte de um grupo privilegiado”, afirma Anna, uma das pesquisadoras envolvida nesse assunto. A forma indireta de interpretação das pessoas em redes sociais contribuí para o cancelamento de comentários meramente ignorantes sobre o assunto, não necessariamente preconceituosos.
Por fim, concluísse que esse tal ato do cancelamento, gera efeitos negativos na sociedade sendo muitas vezes os mesmos que pregam empatia por meio das mídias sociais também atacam usuários com o hábito de cancelar.