Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 13/11/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a cultura do cancelamento contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, as pessoas e marcas são vitimas de discursos de ódio por terem visões diferentes ou por fazerem algo errado nas suas redes sociais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do individualismo e a má influência midiática.

Em primeiro plano, o cancelamento se mostra, em grande parte dos casos, como uma boa alternativa para denunciar comportamentos preconceituosos e negativos. Isso é depreendido dos resultados do movimento #Metoo, o qual denunciava, através das redes sociais, acusados de assédio e agressão sexual, levando, por meio disso, à prisão e responsabilização de diversos abusadores que eram protegidos devido ao poder a eles atribuído. Portanto, nota-se que a cultura do cancelamento é vista como um movimento que rompe com uma estrutura de poder, fazendo uma denúncia justa daqueles que eram blindados que de outra forma não seria ouvida.

Dado o exposto, é notório que é extremamente necessário concentrar esforços em prol de uma maneira mais justa de denunciar atitudes negativas nas redes sociais. Posto isso, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, deve alertar os jovens sobre os problemas causados pela cultura do cancelamento por intermédio de discussões e debates em sala de aula, buscando, assim, impedir que os alunos julguem os outros de maneira arbitrária na internet. Em consonância a isso, cabe ao Poder Legislativo reformular as leis de crimes cibernéticos, por meio da incorporação de punições mais severas àqueles que ofenderem um indivíduo ou grupo social de alguma forma. Desse modo, será possível tornar a internet um ambiente mais honesto e harmônico.