Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 14/11/2020
A cultura do cancelamento é um termo bastante novo porém já é muito conhecido e faz parte do dia a dia da vida de inúmeras pessoas. Este novo tipo de movimento foi definido com o ato de “ignorar totalmente uma pessoa e o que ela produz”, ou seja, simplesmente fingir que este ser não existe ou tem relevância alguma e negligenciar todo e qualquer tipo de interação que o mesmo fizer. Porém, isso é mesmo eficiente?
Um dos casos mais famosos de cancelamento digital, e também um dos primeiros, foi o da Justine Sacco, que era diretora de uma multinacional, por isso era um tanto famosa. O que ocorreu à ela foi causado por um de seus comentários na rede social “Twitter”, onde foi bastante infeliz em dizer algo que foi considerado ofensivo e preconceituoso para com a África e os africanos (país em que ela iria aterrissar. Isto resultou na perda de seu emprego quase que de forma instantânea e foi taxada negativamente e de forma bem intensa durante muitos anos pela internet.
Este tal ato também é mostrado em um anime (desenho japonês), porém contando o outro lado da moeda, pela perspectiva do cancelado. O tal desenho é chamado “Bunny Girl senpai”, onde nos vemos pelos olhos da protagonista como a vida dela é prejudicada ao ser cancelada. Neste caso em específico, o cancelamento foi tão intenso, que as pessoas “esqueceram” dela, como se não existisse mais, assim sendo incapaz de fazer uma simples compra de comida porque ela era literalmente invisível aos olhos dos outros.
Em suma, por ser algo muito novo, é muito difícil definir se suas consequências são realmente boas, ou se são extremamente prejudiciais pois já presenciamos ambos os casos. O que pode-se dizer é que a cultura do cancelamento seria uma espécie de “justiça com as próprias mãos” do povo, porém como são eles que decidem isso, nem sempre o julgamento será justo ou imparcial. Assim devemos evitar de realizar muito isso para evitar estragos, porém de outro lado também não devemos nos calar.